APRESENTAÇÃO

Bem-vindos ao Museu do Turismo.
Uma viagem pela história da evolução do turismo em Portugal. Na dinâmica que se gerou no início do século XX, para a organização do turismo sob tutela do Estado, estava subjacente a criação de um reconhecimento público das nossas condições naturais e culturais, tendo em vista a criação de uma oferta turística qualificada e, portanto, de uma marca para o turismo português. Era a criação e projeção da imagem de um país que interessava, mais que a procura de rendimentos económicos pela vinda de estrangeiros, embora importantes.
O Museu do Turismo evoca momentos históricos, protagonistas, objetos e projectos do passado, mas também do presente, com uma visão de futuro, apresentando a inovação criativa. De um país caracterizado pela diversidade, com múltiplas ofertas e atrativos e um conjunto de atributos diferenciadores.
Um país onde a sua maior vantagem competitiva é a oferta concentrada, acessível a uma curta distância. Tal como esta plataforma à disposição de todos.

Em ambiente virtual, o Museu do Turismo está em construção. Agradecemos a sua visita ao nosso lounge. Prepare-se para a viagem. Visualize o nosso information board. Boa viagem!

1881

Expedição Científica à Serra da Estrela

Malas de Viagem

A viagem é o suporte do turismo e uma manifestação essencial das sociedades. Viajar é um deslocamento no espaço, em rito de passagem, é alargar horizontes, defrontando-se com outros territórios com vitalidades culturais diversas.

1911

De França a Portugal

Expedição Científica à Serra da Estrela

Antecedendo a institucionalização do turismo em Portugal, alguns marcos foram importantes para o conhecimento das nossas regiões turísticas. Em 1881, a Sociedade de Geografia de Lisboa partiu numa expedição histórica até à Serra da Estrela - a mesma que viria a impulsionar as expedições em território português europeu e a África. Presidida por Hermenegildo Carlos de Brito Capello, um dos maiores exploradores do continente africano, e por José Thomaz de Sousa Martins, professor, médico e um dos maiores nomes no combate à tuberculose, a expedição viria a explicar muitos dos segredos da Serra - mas não todos. Durante semanas, a Sociedade de Geografia de Lisboa, composta por diversas secções de conhecimento, estudou escrupulosamente cada parte da Serra. Aí acamparam, traçaram mapas, observaram, recolheram espécies botânicas e geológicas, trataram e escutaram as gentes da Serra, explicaram questões e deram a conhecer novos saberes ao mundo.

De França a Portugal

Por terra ou mar, a ligação entre França e Portugal estabelecia-se. O nosso país tinha vias diretas com aquele que, na época, era considerado o país fundador da institucionalização do turismo, conjuntamente com a Áustria. O nosso seguir-se-ia.

Bragança

O projeto para a Estação foi apresentado em 31 de Dezembro de 1904, sendo aprovado a 25 de Fevereiro do ano seguinte. A cidade de Bragança ficava mais próxima do Porto através deste troço da Linha do Tua que a ligava a Sendas. A "cidade fortaleza", fortemente dependente da produção agropecuária, seria marcada pela corrente migratória, que a instalação do caminho-de-ferro facilitou, e no dizer de Orlando Ribeiro "outra finalidade não teve senão estimular e acelerar a migração dos nordestinos para os grandes centros do País e para o exterior".

1927

Estoril

Gerês

A Colunata, com a sua Casa Fresca e um amplo terraço na cobertura, é a imagem icónica da modernização da estância termal do Gerês, em finais da década de 1920, quando foi realizado o plano urbanístico e arquitetónico da autoria de Raul Lino. Esta reforma transformou o ambiente oitocentista que ainda se vivia na localidade, com o seu grande parque de lazer e os seus chalés de veraneio, os hotéis e balneários, a Casa da Copa, estes da autoria do engenheiro Terra Viana. O Gerês termal ganhou uma dimensão criativa.

Estoril

Praia de verão e inverno, a 24 km de Lisboa, o Estoril tem clima privilegiado e comboios elétricos a todas as meias horas. A década de 1920 marca a concretização do plano da "Estação Maritima, Climaterica, Thermal e Sportiva", com a inauguração das novas termas (um edifício de referência internacional, com áreas de balneoterapia, uma piscina olímpica para água salgada e uma sala de mecanoterapia com aparelhos Zander), o Hotel do Parque e o Tamaziz (paraíso das crianças). Em Março de 1923, instituem-se, por decreto, como estância de praia, Carcavelos, S. João do Estoril, Estoril e Parede, distinção que lhes permite organizar as comissões de iniciativa, autónomas. Foi iniciada a prática do golf, que veio ampliar as modalidades desportivas da estação de veraneio, já reconhecida a zona do Estoris pelos seus campeonatos hípicos, de automobilismo, esgrima, atletismo, ténis, tiro, bem como de desportos náuticos (natação, surf, remo e vela). A praia de cura torna-se na praia de lazer e de desporto. O casino é inaugurado.

Espinho

Lembranças de um tempo em que o banho de mar era tomado com fins terapêuticos e Espinho era local de veraneio de muitas famílias do norte do País. Para uma boa terapia marítima tornava-se imperioso a conjugação de três fatores: a água do mar, a atmosfera marítima e as condições climatéricas e topográficas da praia.

1949

Madeira

Hidroavião

O Hidroavião Hythe, de nome "Hampshire", da companhia Inglesa "Aquila Airways", operou regularmente, na Madeira, entre 1949 e 1958.

1940

Centenários

Moinhos dos Açores

Se eu tivesse que comparar o moinho de vento com uma flor, certamente seria com o Girassol. Não pela sua forma concêntrica ou pelas pétalas que sugerem outras afinidades formais entre ambos, mas pela sua atitude perante o que o rodeia. Porque persegue um objetivo e faz dele a sua fonte de vida... porque compõe uma paisagem incrivelmente distinta quando repetido, mas quando só, afirma-se imponente, sem permitir indiferenças. Luís Bettencourt (Moinhos de Vento de Açores)

Centenários

As Comemorações do Duplo Centenário da Fundação e da Restauração (1140-1640-1940) iniciam-se em 1 de Junho, em Guimarães. A Exposição foi inaugurada em 23 de Junho de 1940, em Belém (Lisboa). Os responsáveis pelo evento são Augusto de Castro (Comissário-Geral), Sá e Melo (Comissário-Geral-Adjunto), José Leitão de Barros (Secretário-Geral) e Cottinelli Telmo (Arquiteto-Chefe), que inclui pavilhões temáticos relacionados com a história de Portugal, suas atividades económicas, cultura, regiões e territórios ultramarinos. Inclui ainda um pavilhão do Brasil, único país estrangeiro convidado. A sua dimensão internacional e a participação de mais países são prejudicadas pela Segunda Guerra Mundial, em curso. Por ocasião destas celebrações, o Duque de Kent, irmão e representante pessoal do rei de Inglaterra para as celebrações, entrega a Salazar, em Belém, as insígnias da grã-cruz de São Miguel e São Jorge. A propaganda oficial, orquestrada por António Ferro, deseja mostrar, internamente e ao mundo, a imagem de um país alheio à devastação da Guerra. O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, de passagem por Lisboa, expressa a sua admiração pela grandiosidade da iniciativa.

Guimarães

É o berço de Portugal e tem um dos mais notáveis e melhor conservados centros históricos do País, razões pelas quais alcançou a inscrição na lista do Património da Humanidade e a o estatuto de Capital Europeia da Cultura 2012. Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido a três factos: por aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique, seu filho, D. Afonso Henriques, poder ter nascido nesta cidade e, fundamentalmente, pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Os Vimaranenses são orgulhosamente tratados por "Conquistadores", fruto dessa herança histórica de conquista iniciada precisamente em Guimarães.

Évora

A cidade romântica do Alentejo tem importantes vestígios do período lusitano-romano, como o Templo de Diana. A significativa carga histórico-monumental de Évora levou à sua inscrição na lista do Património da Humanidade, pela UNESCO, que a considerou "o melhor exemplo de uma cidade da Idade do Ouro portuguesa após a destruição de Lisboa no sismo de 1755". Esta cidade acolhe centenas de jovens que vêm estudar na segunda universidade mais antiga do país.

Porto

O cenário é a cidade. Em primeiro plano o rabelo, símbolo do trabalho e da prosperidade durienses. Hoje, um atrativo turístico. Construídos inicialmente pelos próprios marinheiros, depois pelos carpinteiros dos estaleiros, com técnicas primitivas, utilizando produtos da terra, materiais bem humildes (o pinho, o castanho e o linho), os rabelos são embaixadores de uma grande época já distante e um atrativo turístico.

1967

Ano Internacional do Turismo

Elétrico de Lisboa

O elétrico é um dos maiores atrativos da cidade de Lisboa. Este modelo fora introduzido em Lisboa no ano anterior à institucionalização do turismo em Portugal, um "São Luiz" série 400-474, de 1910. A primeira fase da rede de elétricos desenvolveu-se a partir do que era a rede de "Americanos" do final do século XIX. Ao sucesso da inauguração do serviço das futuras carreiras 15 e 16 entre o Cais do Sodré e Algés e entre o Cais do Sodré e Belém, seguiu-se uma onda de eletrificações que, em poucos anos, abrangia quase toda a cidade dos primeiros anos do século XX. Atualmente, o «amarelo da carris» é sinónimo de elétrico e imagem de distintiva da cidade.

Ano Internacional do Turismo

Portugal assinala o Ano Internacional do Turismo desde logo com um cartaz promocional, da autoria de José Carrasco. Este autor conquistaria, ao longo da sua carreira, múltiplos prémios internacionais relativamente a cartazes de turismo e representações nos pavilhões de Portugal em grandes feiras de turismo, em que a sua criatividade e competência seriam reconhecidos.

Troia

A história de Troia confunde-se com a da Torralta - Club Internacional de Férias, empresa dos irmãos José e Agostinho Silva, que criaram naquela península o primeiro conceito de casa de férias em Portugal. Constituída em 1967, a Torralta, que já lançara o turismo de massas no Algarve, pretendia fazer o mesmo em Troia. A partir de 1970, projetou-se a construção de 70 mil camas.

Vila do Conde

O património nacional é um valor inestimável para o turismo português. Um dos mais importantes monumentos do estilo nacional designado de manuelino reside em Vila do Conde, na sua Igreja Matriz.

Pauliteiros de Miranda

Portugal é rico pelo seu património imaterial. Nas Terras de Miranda, um grupo de homens tocam e preparam-se para bailar ritmos tradicionais, a dança dos paus, representativa de momentos históricos locais, acompanhada com os sons da gaita-de-foles, caixa e bombo e tem ainda a particularidade de ser dançada por oito homens (mais recentemente também dançada por mulheres) que vestem saia bordada e camisa de linho, um colete de pardo, botas de cabedal, meias de lã e chapéu que pode estar enfeitado com flores e por dois paus (palos),com os quais estes dançadores fazem uma séria de diferentes passos e movimentos coordenados.

Costumes Portugueses

Em 1927, uma jovem com seu traje de festa preparava-se para ir às cruzes, já que este local era o ponto de encontro de Romaria da região. Assim, era comum dizer-se: "Para as cruzes se adiam negócios, merendas, ofertas e pedidos... de amor"
(José Mancelos Sampaio).

1998

Expo'98

Águeda

No mercado, uma mulher, mantendo a canastra à cabeça, examina um cântaro para ver se não tem defeitos. É preciso substituir a quarta partida e a nova à cabeça fará muitas vezes a viagem entre fontanário e casa. A loiça de barro vermelho e a loiça em grés salgado eram produzidas em Águeda, por famílias de oleiros que fabricavam e vendiam nas inúmeras feiras e romarias do país, cruzando-se com outros oleiros ou vendedores de outros famosos centros, como Barcelos, Prado, Braga, Caldas da Rainha, entre outros.

2012

Comemoração do Centenário do Turismo

Expo'98

A Exposição Mundial de Lisboa (Expo 98) polariza o país. A Expo 98 atrai cerca de 11 milhões de visitantes, e parte do seu sucesso fica a dever-se à vitalidade cultural. Arquitetonicamente, a Expo revolucionou a parte oriental da cidade e influencia os hábitos de conservação urbana dos portugueses. Durante a Expo, houve dois tipos de pavilhões, os temáticos da responsabilidade da Parque Expo (Departamento de Conteúdos) e os pavilhões das Regiões Autónomas portuguesas, países estrangeiros, entidades convidadas e patrocinadores. A exposição fecharia as portas já ao nascer do dia 1 de Outubro. A última noite vê a maior enchente da sua história, assistindo ao fogo-de-artifício de encerramento, o maior alguma vez realizado em Portugal. De 1 a 15 de Outubro, o recinto estaria fechado ao público, reabrindo já como Parque das Nações, recebendo nesse primeiro fim-de-semana mais de 100 mil visitantes. O Oceanário , o Pavilhão do Futuro e o do Conhecimento dos Mares permaneceriam com as exposições da Expo'98 até ao dia 31 de Dezembro. Neste contexto, é inaugurada neste ano a Ponte Vasco da Gama.

Comemoração do Centenário do Turismo

O Ciclo Comemorativo do Centenário do Turismo em Portugal concluiu-se, em Aljustrel, com uma memorável Festa de Encerramento, no dia 26 de maio de 2012. Do programa, fez parte um notável espectáculo de raiz alentejana, realizado na pedreira das minas e concebido a propósito, juntando nomes com ligações profundas ao Alentejo, como Ana Vieira, António Zambujo, Francisco Naia, Luís Saturnino, Nova Aurora e Vitorino. Pela primeira vez, este cenário foi escolhido para uma manifestação cultural. Um sinal para o futuro. Dar ao património novas funções ao serviço do turismo.
Ficha Técnica

EM CONSTRUÇÃO

Pedimos imensa desculpa mas de momento não é possível apresentar a pagina pretendida...
Esta encontra-se em construção.

Ficha Técnica